Aberto do Rio cria clube para reunir e homenagear tenistas brasileiros

Por DANIEL CASTRO

O Aberto do Rio, principal torneio da América do Sul, com início marcado para 20 de fevereiro, fará a partir deste ano uma homenagem permanente a tenistas brasileiros que se destacaram ao longo de suas carreiras.

Ao “Primeiro Serviço”, o diretor do torneio, Lui Carvalho, anunciou a criação do Club Top 100, do qual farão parte todos os tenistas do país que integraram o grupo dos cem melhores do ranking mundial, masculino e feminino, de simples e de duplas.

Eles poderão assistir a todos os jogos, realizados no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, com direito a acompanhante, além de terem acesso à área dos atletas. A intenção, segundo o diretor, é que os feitos e histórias desses jogadores —atualmente são cerca de 40— sejam recordados.

“Ser top 100 é uma conquista enorme. Criamos esse projeto porque ter a presença de todos esses atletas só engrandece o evento, e é legal que eles possam ter um lugar para se encontrar todos os anos. Faz a nossa família do tênis ficar mais próxima”, afirma Carvalho.

O torneio realiza homenagens aos principais personagens do tênis brasileiro desde a sua primeira edição, em 2014. Maria Esther Bueno, Gustavo Kuerten, Thomaz Koch e Fernando Meligeni, entre outros, já foram contemplados.

A ideia foi inspirada no Last 8 Club de Wimbledon, criado em 1986, no centenário do Grand Slam, como uma espécie de clube de vantagens para todos aqueles que chegaram às quartas de final na grama londrina. Ingressos, hospitalidade e o tradicional chá da tarde britânico fazem parte dos benefícios.

No ano passado, o “New York Times” fez reportagem sobre o clube do Aberto dos EUA, que reúne mais de 600 tenistas que chegaram às quartas de final em simples ou às semis em duplas. A americana Nicole Gibbs, que esteve a uma vitória nas duplas de mistas de pertencer ao grupo, o comparou a uma “sociedade secreta”.

Top 100 de simples da ATP e da WTA na era aberta

Gustavo Kuerten 1º
Thomaz Bellucci 21º
Thomaz Koch 24º – foi o 12º. antes da era aberta
Fernando Meligeni 25º
Luiz Mattar 29º
Maria Esther Bueno 29ª – foi número um enquanto ainda não existia o ranking da era aberta
Marcos Hocevar 30º
Niege Dias 31ª
Jaime Oncins 34º
Carlos Kirmayr 36º
Teliana Pereira 43ª
Flávio Saretta 44º
Cássio Motta 48º
Ricardo Mello 50º
Patrícia Medrado 51ª
André Sá 55º
Marcos Daniel 56º
Júlio Goes 68º
João Souza 69º
Cláudia Monteiro 72ª
João Soares 74º
Andrea Vieira 76º
Thiago Monteiro 80º
Edison Mandarino 81º
Ivan Kley 81º
Givaldo Barbosa 82º
Rogério Dutra Silva 83º
Thiago Alves 88º
Danilo Marcelino 91º
Fernando Roese 92º
Roger Guedes 93º
Alexandre Simoni 96º
Gisele Miró 99ª

Top 100 no ranking de duplas

Marcelo Melo 1º
Bruno Soares 3º
Cássio Motta 4º
Carlos Kirmayr 6º
Patricia Medrado 9ª
André Sá 17º
Jaime Oncins 22º
Givaldo Barbosa 32º
Fernando Meligeni 34º
Gustavo Kuerten 38º
Ricardo Acioly 46º
João Soares 49ª
Franco Ferreiro 53º
Luiz Mattar 55º
Ivan Kley 56º
Marcelo Demoliner 56º
Thomaz Koch 60º
Mauro Menezes 62º
João Souza 70º
Thomaz Bellucci 70º
Danilo Marcelino 73º
Flávio Saretta 78º
Daniel Melo 79º
César Kist 79º
Nelson Aerts 80º
Fernando Roese 81º
José Carlos Schmidt 82º
Claudia Monteiro 82ª
Dácio Campos 82º
Marcos Hocevar 86º
André Ghem 88º
Niege Dias 89ª
Vanessa Menga 93ª
Paula Gonçalves 95ª
Antônio Prieto 95º
Fabrício Neis 96º