Reconstrução leva Venus Williams e Muguruza à final de Wimbledon

Por DANIEL CASTRO

A final feminina de Wimbledon, entre Venus Williams e Garbiñe Muguruza, opõe duas trajetórias de reconstrução. Uma mais longa, outra mais recente.

O duelo entre a americana e a espanhola, às 10h deste sábado (15), terá transmissão do SporTV 3 e da ESPN.

Aos 37 anos, Venus pode superar o recorde de mais velha vencedora de Grand Slam. A marca pertence a Serena Williams, que em janeiro conquistou o Aberto da Austrália aos 35. Na final, ela bateu justamente a irmã.

Esse foi o primeiro indício de que 2017 seria um ano especial para Venus. Desde 2011, quando foi diagnosticada com a Síndrome de Sjögren —doença autoimune que pode causar, entre outras coisas, dor articular e cansaço fácil—, ela era uma coadjuvante no circuito.

De 2011 a 2014, a americana não passou da terceira rodada em Slams, e muitos davam a carreira da pentacampeã de Wimbledon como acabada. Não estava. Persistente e ofensiva como sempre, ela continuou disparando suas pancadas e esperou seu momento chegar novamente.

Em junho, a atleta esteve envolvida em acidente de carro nos EUA que causou a morte de um idoso de 78 anos. O caso está sob investigação, e o último comunicado da polícia isentou a tenista de culpa.

Venus Williams e Garbiñe Muguruza nas semifinais de Wimbledon (Adrian Dennis e Frank Augstein – 14.jul.2017/AFP)

Agora, Venus terá pela frente outra tenista que precisou sacudir a poeira recentemente. Muguruza, 23 anos, vice em Wimbledon em 2015 e campeã de Roland Garros no ano passado, não chegava a uma final de qualquer torneio desde o título em Paris.

Em junho, a espanhola sentiu-se pressionada para a defesa do troféu e caiu nas oitavas de final após sofrer com o apoio da torcida francesa à local Kristina Mladenovic. Em entrevista, ela disse que estava feliz com o fim daquele momento e que finalmente poderia seguir adiante sem encarar perguntas incômodas sobre Roland Garros.

Mais leve, Muguruza recuperou em Londres seu melhor tênis: agressivo na medida certa e com subidas inteligentes à rede. Passou por cima de cinco adversárias e só teve dificuldades diante da número 1 do mundo, Angelique Kerber, nas oitavas.

As duas finalistas perderam apenas um set até aqui. Na final, uma delas perderá dois. Antes disso, porém, espera-se uma batalha.

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