Saiba os principais impactos da ausência de Novak Djokovic até 2018

Por DANIEL CASTRO

Há exatamente um ano, Roger Federer anunciava que não jogaria mais em 2016. Nesta quarta (26), foi a vez de Novak Djokovic, 30, dizer que fará o mesmo em 2017. Se o suíço, hoje com 35 anos, teve que passar por cirurgia no joelho, o sérvio se ausenta para tratar lesão no cotovelo direito.

Desde que Djokovic abandonou seu jogo de quartas de final em Wimbledon, a expectativa era que ele abrisse mão de pelo menos parte do segundo semestre. Na ocasião, o tenista disse que a dor o incomodava havia 18 meses.

Em anúncio no Facebook (veja vídeo no fim do post) e em comunicado oficial, o sérvio afirmou que tomou a decisão após consultar vários médicos. Todos disseram que a recuperação requer período de descanso prolongado.

A corajosa —e necessária— medida terá impacto no circuito. Saiba o que mudará e o que pode mudar com a ausência até 2018 do atual número 4 do mundo.

QUEDA NO RANKING

Djokovic tem 6.325 pontos atualmente e 3.740 para defender até o fim de 2017. Como perderá os pontos conquistados no segundo semestre do ano passado (que incluem vices do Aberto dos EUA e do ATP Finals), a tendência é que ele deixe o top 10. Com 2.130 pontos, Federer era o 16º colocado no início deste ano. O sérvio deve iniciar 2018 com 2.585.

Assim como aconteceu com o suíço em janeiro, Djokovic não será um dos principais cabeças de chave do Aberto da Austrália-2018 e poderá entrar no caminho dos favoritos ao título mais cedo.

VAGA ABERTA

A temporada tem sido dominada por Federer e Rafael Nadal. Pelo que foi visto até agora, é improvável que isso mude no segundo semestre. O britânico Andy Murray, atual número 1 do mundo, também pode abrir mão de torneios importantes por conta de um problema no quadril, e a disputa pela liderança deve ficar restrita ao suíço e ao espanhol.

Se não afeta o topo do ranking, a queda de Djokovic abrirá espaço no top 5. O croata Marin Cilic (6º) e o austríaco Dominic Thiem (7º), que nunca estiveram entre os cinco melhores, são os principais candidatos a chegarem lá.

RETORNO TRIUNFAL?

A volta de Federer às quadras após a cirurgia no joelho foi tão espetacular quanto inesperada. No ano que vem, Djokovic tentará repetir a performance. Impossível dizer se ele conseguirá ou não, mas é certo que o desempenho do suíço gera pressão para que o sérvio, quase seis anos mais novo, faça algo parecido.

Pela capacidade atlética, pela técnica e pelo talento, tudo a leva a crer que sim, Djokovic ainda terá alguns bons anos na elite. Ao anunciar que manterá a parceria com Andre Agassi e que buscará melhorar aspectos técnicos do seu jogo durante esse período, o tenista deu sinais positivos.

A VIDA É BELA

Ao final da transmissão de seis minutos que fez no Facebook, o sérvio mostrou que se mantém fiel à filosofia “Amor y Paz” e ao seu mentor, o espanhol Pepe Imaz. “Life is beautiful, guys”, foi uma de suas últimas frases.