Saiba os principais impactos da ausência de Novak Djokovic até 2018

Há exatamente um ano, Roger Federer anunciava que não jogaria mais em 2016. Nesta quarta (26), foi a vez de Novak Djokovic, 30, dizer que fará o mesmo em 2017. Se o suíço, hoje com 35 anos, teve que passar por cirurgia no joelho, o sérvio se ausenta para tratar lesão no cotovelo direito.

Desde que Djokovic abandonou seu jogo de quartas de final em Wimbledon, a expectativa era que ele abrisse mão de pelo menos parte do segundo semestre. Na ocasião, o tenista disse que a dor o incomodava havia 18 meses.

Em anúncio no Facebook (veja vídeo no fim do post) e em comunicado oficial, o sérvio afirmou que tomou a decisão após consultar vários médicos. Todos disseram que a recuperação requer período de descanso prolongado.

A corajosa —e necessária— medida terá impacto no circuito. Saiba o que mudará e o que pode mudar com a ausência até 2018 do atual número 4 do mundo.

QUEDA NO RANKING

Djokovic tem 6.325 pontos atualmente e 3.740 para defender até o fim de 2017. Como perderá os pontos conquistados no segundo semestre do ano passado (que incluem vices do Aberto dos EUA e do ATP Finals), a tendência é que ele deixe o top 10. Com 2.130 pontos, Federer era o 16º colocado no início deste ano. O sérvio deve iniciar 2018 com 2.585.

Assim como aconteceu com o suíço em janeiro, Djokovic não será um dos principais cabeças de chave do Aberto da Austrália-2018 e poderá entrar no caminho dos favoritos ao título mais cedo.

VAGA ABERTA

A temporada tem sido dominada por Federer e Rafael Nadal. Pelo que foi visto até agora, é improvável que isso mude no segundo semestre. O britânico Andy Murray, atual número 1 do mundo, também pode abrir mão de torneios importantes por conta de um problema no quadril, e a disputa pela liderança deve ficar restrita ao suíço e ao espanhol.

Se não afeta o topo do ranking, a queda de Djokovic abrirá espaço no top 5. O croata Marin Cilic (6º) e o austríaco Dominic Thiem (7º), que nunca estiveram entre os cinco melhores, são os principais candidatos a chegarem lá.

RETORNO TRIUNFAL?

A volta de Federer às quadras após a cirurgia no joelho foi tão espetacular quanto inesperada. No ano que vem, Djokovic tentará repetir a performance. Impossível dizer se ele conseguirá ou não, mas é certo que o desempenho do suíço gera pressão para que o sérvio, quase seis anos mais novo, faça algo parecido.

Pela capacidade atlética, pela técnica e pelo talento, tudo a leva a crer que sim, Djokovic ainda terá alguns bons anos na elite. Ao anunciar que manterá a parceria com Andre Agassi e que buscará melhorar aspectos técnicos do seu jogo durante esse período, o tenista deu sinais positivos.

A VIDA É BELA

Ao final da transmissão de seis minutos que fez no Facebook, o sérvio mostrou que se mantém fiel à filosofia “Amor y Paz” e ao seu mentor, o espanhol Pepe Imaz. “Life is beautiful, guys”, foi uma de suas últimas frases.