Tenistas brasileiros fazem nos EUA seu pior Grand Slam desta temporada

Por DANIEL CASTRO

Com quatro derrotas em quatro jogos na primeira rodada do Aberto dos EUA, os tenistas brasileiros tiveram o pior desempenho nas chaves de simples de um Grand Slam em 2017.

Nesta quarta-feira (30), Thomaz Bellucci (76º do ranking) perdeu em sets diretos para o alemão Dustin Brown (116º), e Thiago Monteiro (113º), por 3 a 2 para o atleta da Tunísia Malek Jaziri (80º).

Na segunda, Rogerinho (68º) foi superado por 3 a 1 pelo alemão Florian Mayer (74º). Única representante do país entre as mulheres, Bia Haddad (71º) parou diante da croata Donna Vekic (52º) sem ganhar uma parcial.

Nenhum dos oponentes dos brasileiros é cabeça de chave e poderia ser considerado uma pedreira, portanto fica a sensação de que ir mais longe era um cenário possível.

O melhor aproveitamento em Slams neste ano ocorreu em Roland Garros. Os três tenistas venceram o primeiro jogo, e Bia caiu no seu debute em Slams. Já em Wimbledon foram duas vitórias (Bia e Monteiro) e duas derrotas. No Aberto da Austrália, o país teve três representantes, todos na chave masculina: Rogerinho foi o único a conquistar um triunfo.

O desempenho zerado repete o Aberto dos EUA do ano passado, quando Bellucci, Rogerinho e Guilherme Clezar pararam na estreia.

Resta apostar, como de hábito, nas chaves de duplas. São seis brasileiros em ação: Marcelo Melo, Bruno Soares, Marcelo Demoliner, André Sá e Rogerinho, além de Bia, que repetirá Wimbledon e jogará ao lado da croata Ana Konjuh.