Rafael Nadal responde com 16 Grand Slams a quem ainda o subestima

Por DANIEL CASTRO

O título do Aberto dos EUA conquistado neste domingo (10) é a mais nova resposta de Rafael Nadal aos seus persistentes críticos.

Após bater o sul-africano Kevin Anderson por 3 sets a 0, o tenista espanhol ergueu seu terceiro troféu em Nova York e o 16º de Grand Slam (são dez em Roland Garros, dois em Wimbledon e um na Austrália). Ele voltou a diminuir para três títulos a distância de Federer nesse quesito.

Esta temporada foi a sua melhor em majors desde 2013, quando também venceu em Paris e nos EUA. Com os quase 2.000 pontos (9.465 a 7.505) que abriu para o suíço no ranking, Nadal é muito favorito para terminar o ano na liderança.

O número um do mundo, que nas duas últimas temporadas sofreu com lesões, coroou uma recuperação espetacular com um jogo intenso e sólido no Slam americano. Dominou rivais potentes na quadra dura como muitos dizem que ele só é capaz de fazer no saibro.

Desde o segundo set da semifinal contra Juan Martín del Potro, Nadal pareceu ter ligado seu “beast mode”. É verdade que faltou o tão esperado duelo contra Federer, mas seria necessário um dia muito inspirado do novo vice-líder do ranking para interromper a jornada impetuosa do espanhol.

Disseram que ele só ganharia no saibro —foram dois títulos em Wimbledon. Disseram que ele quebraria cedo —é o melhor tenista do mundo aos 31 anos. Disseram que ele estava acabado após as lesões —venceu dois Slams neste ano e retomou a ponta do ranking.

Por algum motivo que eu custo a entender, os feitos do canhoto são subestimados por muitos espectadores do tênis.

Nadal trabalha calado, mas trabalha muito. Ao lado do tio, Toni, que faz sua última temporada com o pupilo, e de Carlos Moyá, ele melhorou o segundo saque e o backhand. Mas não só. O Nadal-2017 tem a energia e a garra dos seus melhores dias, além da habitual inteligência para ler o jogo.

Dessa forma, silenciou seus críticos mais uma vez. Dessa forma, poderá fazê-lo novamente.